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sábado, 1 de agosto de 2009

Reflexão da Semana

A Latinha de Leite

Dois irmãozinhos maltrapilhos, provenientes da favela - um deles de cinco anos e o outro de dez, iam pedindo um pouco de comida pelas casas da rua que beira o morro.

Estavam famintos...

"Vai trabalhar e não amole" - ouvia-se detrás da porta; “aqui não há nada moleque..." - dizia outro... - As múltiplas tentativas frustradas entristeciam as crianças.

Por fim, uma senhora muito atenta disse-lhes: "Vou ver se tenho alguma coisa para vocês... coitadinhos!"; E voltou com uma latinha de leite.Que festa! Ambos se sentaram na calçada. O menorzinho disse para o de dez anos: "você é mais velho, tome primeiro... e olhava para ele com seus dentes brancos, a boca semi-aberta, mexendo a ponta da língua”.

Eu, como um tolo, contemplava a cena... Se vocês vissem o mais velho olhando de lado para o pequenino!

Leva a latinha de leite à boca e, fazendo gesto de beber, aperta fortemente os lábios para que por eles não penetre uma só gota de leite.

Depois, estendendo a latinha de leite, diz ao irmão: "Agora é sua vez. Só um pouco". E o irmãozinho, dando um grande gole exclama: "como está gostoso!".

"Agora eu", diz o mais velho. E levando a latinha de leite, já meio vazia, à boca, não bebe nada. "Agora você", "Agora eu", "Agora você", "Agora eu..."

E, depois de três, quatro, cinco ou seis goles, o menorzinho, de cabelo encaracolado, barrigudinho, com a camisa de fora, esgota o leite todo... Ele sozinho.

Esse "agora você", "agora eu" encheram-me os olhos de lágrimas... E então, aconteceu algo que me pareceu extraordinário. O mais velho começou a cantar, a dançar, a jogar futebol com a latinha de leite. Estava radiante, o estômago vazio, mas o coração trasbordante de alegria.

Pulava com a naturalidade de quem não fez nada de extraordinário, ou melhor, com a naturalidade de quem está habituado a fazer coisas extraordinárias sem dar-lhes maior importância.

Que amor essa criança tinha pelo seu irmãozinho, e que confiança o menor tinha no mais velho, parece que já vimos isso antes não? O amor de quem até morreu para nos dar a vida, e será que estamos tendo a mesma confiança do mais novo, em que simplesmente segue o mais velho sem nem questionar, e sem se preocupar com o sofrimento que Ele passou por nós?

Espero sinceramente, que alem de você ajudar mais a quem precisa, você possa ter em mente que o amor de Cristo por nós o levou ao limite da entrega

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